{"id":811,"date":"2024-06-10T11:24:00","date_gmt":"2024-06-10T14:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/projetoleliagonzalez.com.br\/site\/?p=811"},"modified":"2024-09-12T11:27:43","modified_gmt":"2024-09-12T14:27:43","slug":"lelia-gonzalez-precursora-do-feminismo-negro-e-homenageada-no-ccbb-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetoleliagonzalez.com.br\/site\/2024\/06\/10\/lelia-gonzalez-precursora-do-feminismo-negro-e-homenageada-no-ccbb-bh\/","title":{"rendered":"L\u00e9lia Gonzalez, precursora do feminismo negro, \u00e9 homenageada no CCBB BH"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Projeto Mem\u00f3ria celebra vida e obra da escritora nesta quarta (10\/7) e quinta (11\/7) no centro cultural. Evento tem entrada gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Natural de Belo Horizonte, L\u00e9lia Gonzalez (1935-1994) foi importante professora, intelectual e ativista do movimento negro. Formou-se em hist\u00f3ria e geografia e, posteriormente, filosofia, estudou psican\u00e1lise, conduziu pesquisas sobre cultura negra e fundou o Movimento Negro Unificado (MNU). Para a escritora, era caro entender o racismo e o sexismo na cultura brasileira. Seu ativismo pol\u00edtico e produ\u00e7\u00e3o de saberes contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o do feminismo negro.<br>O projeto Mem\u00f3ria, criado pela Funda\u00e7\u00e3o Banco do Brasil, desembarca em Belo Horizonte dedicado a celebrar vida e obra da pensadora mineira. Nesta quarta (10\/7) e quinta (11\/7), das 18h30 \u00e0s 22h, no CCBB BH, um document\u00e1rio e semin\u00e1rios conduzidos por estudiosas da obra de L\u00e9lia Gonzalez ser\u00e3o apresentados. Um livro fotobiogr\u00e1fico gratuito em formato de e-book, \u201cCaminhos e reflex\u00f5es antirracistas\u201d e o \u201cAlmanaque pedag\u00f3gico\u201d tamb\u00e9m integram o projeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA homenageada, L\u00e9lia Gonz\u00e1lez, \u00e9 um nome important\u00edssimo ao se pensar na intelectualidade negra brasileira\u201d, afirma a arte-educadora Carlandr\u00e9ia Ribeiro, que atuar\u00e1 como mediadora no segundo dia de semin\u00e1rios. \u201cEmbora o machismo e o sexismo atinjam todas as mulheres de diferentes classes sociais, L\u00e9lia trouxe a discuss\u00e3o de que precis\u00e1vamos fazer um recorte de ra\u00e7a, colocando em pauta o feminismo negro e a interseccionalidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Descoloniza\u00e7\u00e3o de BH<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante visita ao Brasil em 2019, Angela Davis, feminista estadunidense e refer\u00eancia na luta contra o racismo e o machismo, destacou a relev\u00e2ncia de L\u00e9lia Gonzalez nas discuss\u00f5es acerca do feminismo negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPor que voc\u00eas precisam buscar uma refer\u00eancia nos Estados Unidos? Eu aprendo mais com L\u00e9lia Gonzalez do que voc\u00eas comigo\u201d, disse a ativista em palestra realizada em S\u00e3o Paulo. Davis citou nomes como Marielle Franco, Luiza Bairros e Carolina Maria de Jesus como representantes do feminismo dedicado aos recortes de ra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carolina Maria de Jesus e L\u00e9lia Gonzalez, inclusive, s\u00e3o as primeiras mulheres negras a ganhar est\u00e1tuas em Belo Horizonte em uma tentativa de reparar desigualdades raciais e de g\u00eanero na cidade. Instaladas no Parque Municipal, as obras de bronze em tamanho real foram inauguradas no \u00faltimo m\u00eas e retratam a escritora e a fil\u00f3sofa lado a lado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEtiene Martins, que tamb\u00e9m atua como mediadora do primeiro semin\u00e1rio do Mem\u00f3ria, foi uma das idealizadoras das esculturas\u201d, diz Carlandr\u00e9ia Ribeiro. \u201cA conquista faz parte de um processo de descoloniza\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte. Agora temos duas mulheres estudiosas negras representadas em um lugar p\u00fablico muito importante. \u00c9 uma forma de visibilizar nossas exist\u00eancias dentro da cidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Olhar africano<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jornalista e colunista de Diversidade do Estado de Minas, Etiene Martins mediar\u00e1 o debate com o tema \u201cA influ\u00eancia de L\u00e9lia Gonzalez na luta antirracista e antissexista\u201d. A Carlandr\u00e9ia Ribeiro cabe a media\u00e7\u00e3o do dia seguinte, na mesa com Ieda Leal, Luana Tolentino e Angelica Luiza de Castro para discutir o pensamento decolonial e a contribui\u00e7\u00e3o de L\u00e9lia Gonzalez para a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs tr\u00eas convidadas s\u00e3o intelectuais de grande import\u00e2ncia na atualidade no que diz respeito \u00e0 discuss\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o antirracista no Brasil. Quando falamos em educa\u00e7\u00e3o descolonial, nos referimos a uma educa\u00e7\u00e3o que parte da desconstru\u00e7\u00e3o do olhar euroc\u00eantrico sobre o nosso ensino. \u00c9 preciso considerar os saberes e as tecnologias sob olhar africano e \u2018amefricano\u2019, como traz L\u00e9lia Gonz\u00e1lez. Descolonizar os curr\u00edculos significa considerar quest\u00f5es, conceitos e modos de pensar a vida que descendem dos povos africanos no Brasil\u201d, conclui Carlandr\u00e9ia Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Estado de Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Mem\u00f3ria celebra vida e obra da escritora nesta quarta (10\/7) e quinta (11\/7) no centro cultural. 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